Na casa de um amigo meu, jantando a gentileza oferecida minutos antes, e com o cão olhando pra mim (o canino) suspeitei da saborosa carne que ainda não conseguira identificar. O cachorro mancando, o camarada babando enquanto degusta o prato e eu conjecturando como tivera sido preparada aquela maravilha de carne. Carne do churrasco que não rolou como havíamos combinado. Foram 15 reais investidos num assado que saiu cozido, entretanto, uma delícia.
Resolvi perguntar ao colega que carne era aquela e como fora preparada. Ele disse que se tratava de uma caça especial e preparada com um segredo de família. Daí só me restou imaginar. Terminada a refeição, foi hora daquele doce. Também muito saboroso, e estranho: goiaba com castanha! Mas, depois que ele serviu a vasilha do cão com as sobras da tal caça especial, percebi que o canino não comungava dessa opinião. Depois de uma cheirada muito cuidadosa o animal virou as costas com a calda balançando, parecia feliz por perceber alguma coisa bem a tempo.
A explicação do anfitrião foi a de que o cachorro já estava acostumado à ração. O problema é que tenho uma cadela e a danada come tudo que lhe apareça. Agora, a carne saborosa de antes me causava náuseas. Estava extremamente incomodado pelo fato do cachorro rejeitar o prato que eu e seu dono havíamos saboreado. Talvez fosse, mesmo, o hábito alimentar do Satanás, mas, fiquei muito intrigado.
Até então eu não sabia o nome da criatura. Só depois que recusara a oferenda é que o dono o chamara pela primeira vez: “que comer hoje não, Satanás?”. Descrente, mas temeroso de coisas sobrenaturais e de fé, entrei no que posso denominar de pânico controlado, com o cu que não passava uma agulha e demonstrando tranqüilidade. Para que tenha uma idéia, até elogiei de criativo o nome escolhido pro cão que, aliás, era muito angelical.
O cãozinho que cheirava os meus pés na chegada à sua casa, agora rosnava sempre que eu passava perto dele. Certamente fiz algo que o ofendera ou ia contra os seus princípios, mas ainda não sabia o que. Seu dono, que presenciara a receptividade, justificava a reação: “ele ta te estranhando”. Porém, sentia no fundo do meu ser a indicação de que o animal, com todas as limitações características de sua bestialidade, queria dizer-me alguma coisa, fazer uma denúncia para alcançar justiça.
Já eram 21h quando sentamos pra ver um filme de terror: sexta-feira 13- parte 552. Era o gênero preferido do cidadão. No rack, além da TV, óbvio, me chamara atenção as fotografias de uma bela moça, que mesmo emoldurada me encantou. Quando não estava retratada ao lado do Artur (o cidadão) estava com o Satanás. Então perguntei de quem se tratava, ele disse que era Alicia, sua esposa, que abandonara o lar dias antes. Essa resposta arrepiou todos os cabelos do meu corpo! Como oferecer um assado depois de ser abandonado pela amada?
Resolvi perguntar ao colega que carne era aquela e como fora preparada. Ele disse que se tratava de uma caça especial e preparada com um segredo de família. Daí só me restou imaginar. Terminada a refeição, foi hora daquele doce. Também muito saboroso, e estranho: goiaba com castanha! Mas, depois que ele serviu a vasilha do cão com as sobras da tal caça especial, percebi que o canino não comungava dessa opinião. Depois de uma cheirada muito cuidadosa o animal virou as costas com a calda balançando, parecia feliz por perceber alguma coisa bem a tempo.
A explicação do anfitrião foi a de que o cachorro já estava acostumado à ração. O problema é que tenho uma cadela e a danada come tudo que lhe apareça. Agora, a carne saborosa de antes me causava náuseas. Estava extremamente incomodado pelo fato do cachorro rejeitar o prato que eu e seu dono havíamos saboreado. Talvez fosse, mesmo, o hábito alimentar do Satanás, mas, fiquei muito intrigado.
Até então eu não sabia o nome da criatura. Só depois que recusara a oferenda é que o dono o chamara pela primeira vez: “que comer hoje não, Satanás?”. Descrente, mas temeroso de coisas sobrenaturais e de fé, entrei no que posso denominar de pânico controlado, com o cu que não passava uma agulha e demonstrando tranqüilidade. Para que tenha uma idéia, até elogiei de criativo o nome escolhido pro cão que, aliás, era muito angelical.
O cãozinho que cheirava os meus pés na chegada à sua casa, agora rosnava sempre que eu passava perto dele. Certamente fiz algo que o ofendera ou ia contra os seus princípios, mas ainda não sabia o que. Seu dono, que presenciara a receptividade, justificava a reação: “ele ta te estranhando”. Porém, sentia no fundo do meu ser a indicação de que o animal, com todas as limitações características de sua bestialidade, queria dizer-me alguma coisa, fazer uma denúncia para alcançar justiça.
Já eram 21h quando sentamos pra ver um filme de terror: sexta-feira 13- parte 552. Era o gênero preferido do cidadão. No rack, além da TV, óbvio, me chamara atenção as fotografias de uma bela moça, que mesmo emoldurada me encantou. Quando não estava retratada ao lado do Artur (o cidadão) estava com o Satanás. Então perguntei de quem se tratava, ele disse que era Alicia, sua esposa, que abandonara o lar dias antes. Essa resposta arrepiou todos os cabelos do meu corpo! Como oferecer um assado depois de ser abandonado pela amada?
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